quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Fim de semana no Morro e na ladeira.

Mês de dezembro, é assim mesmo em Pernambuco, principalmente no Recife. Muita festa no Morro da Conceição, no bairro de Casa Amarela, pois é o mês da Santa, padroeira da capital. É um tal de sobe Morro e desce Morro, acende vela, ver missar. Paga promessa(eu já paguei). Recife fica azul e branco. Nossa Senhora da Conceição, para o povo do candomblé, é a divindade africana mãe, rainha do mar, Iemanjá. A festa religiosa tem a concorrência de uma festa profana, onde é celebrada com muito samba com a escola Galeria do Ritmo. O dia oficial é sábado, 8 de dezembro.
Já no Domingo, 9 de dezembro, a quarta edição do Batuques e Maracatus, muda-se temporariamente para o Mercado da Ribeira, no sítio histórico de Olinda, por conta de uma reforma no Mercado Eufrásio Barbosa(Varadouro). O projeto acontece todo segundo domingo de cada mês e vai até o carnaval. O público pode conferir o show do Maracatudo Camaleão e de grupos convidados que reverenciam a cultura popular. Domingo, a partir das cinco da tarde, o público pode conferir gratuitamente, além do Camaleão, Marcelo Santana, lançando o seu CD acústico, o afoxé Omim Sabá e a batida do coco de Dona Cila.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Circuito Natalino

Enviado por minha amiga Ganga Barreto.

Galera aí vai a programação das melhores bandas do Estado no Circuito Natalino da Prefeitura do Recife:
  • Dia 13 de Dezembro na Rua Vigário Tenório ( Rua atrás do Burburinho ) -ROGER MAN E OS SANTOS DE GUERRILHA AS 00:00h ( e mais N´Zambi; Negroove... )
  • Dia 19 de Dezembro no Pátio de São Pedro -Banda CHÁ DE ZABUMBA 20:00h ( e mais Maciel Salú )
  • Dia 22 de Dezembro no Marco ZeroBONSUCESSO SAMBA CLUBE 00:30h ( e mais Nação Zumbi, Orquestra Contemporânea de Olinda )
  • Dia 26 de Dezembro na Rua Vigário Tenório ( Rua atrás do Burburinho ) - Banda VARGAS (e mais The PLayboys; Comunidade Azougue; Astronautas; RenatoL.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Rima certeira

Rapaz, e quem gosta de dançar um forró apertado até suar, a dica é conhecer o Xinxim da Baiana, nas quartas-feiras, que fica localizado na Praça do Carmo, Olinda-Pe. Bom mesmo, só começa a ficar lá pela meia noite. A entrada custa 4 reais, e a cerveja, gelada por sinal, entre R$ 2,50 e R$3,00. Porém, a grande atração da noite é Cláudio da Rabeca(Rebeca) e o Quarteto Olinda. Quarteto esse com cinco integrantes, fora convidados que eventualmente se atrevem a partilhar o palco tocando um pandeiro, um triangulo... momento em que os músicos têm a oportunidade de dançar. No repertório, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Rui Morais, Chão e Chinelo, Mestre Ambrósio, representantes do autêntico forro, fazendo assim, um trabalho de resgate de músicas boas destes compositores, nem tanto conhecidas pelo público. Rabeca, baixo, zabumba, pandeiro, agogô e mineiro, garantem o "balancê" até o fim da madrugada. E agora, a talentosa banda está trabalhando com músicas próprias. Além do Xinxim da Baiana, a banda já conquistou outros palcos como o do Festival de Garanhuns, Mercado da Ribeira, Maracaípe. O trabalho começa a decolar. Eu torço para que as quartas, ele pouse sempre lá no Xinxim, é garantia certa de diversão. Na porta do Bar, vocês vão encontrar com João, uma figura simpática que cobra a entrada. O Mudinho, que faz a alegria da mulherada dançando com todas, também não deixa de ir um dia. Ei, forro sem Mudinho, não vale. Muita gente bonita. E eu, reclamando com o pessoal da banda, de que os rapazes insistem em dançar com uma “coca-cola” enorme do bolso. Isso é um absurdo. Ontem, tive a honra de tocar com os meninos na última música. Furtivamente, peguei o triangulo da mão da minha amiga Samantha. Menino... pra que? Ai Cláudio disse: “E agora, a participação especial e no triangulo um solo em si menor bemol.” Já pensasse? Ainda bem que eu tinha já a experiência de manguear nos ônibus, cantando canções do tipo: moro numa cidade cheia de lixo. Foi à sorte.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Berlinda em Dezembro




Considerada a responsável pelo melhor cd do ano, a Academia da Berlinda só aumenta o sucesso e o número de seguidores fiés do grupo. As músicas são engraçadas, falam de amor romântico e ainda irônicas. De Cuba ao buteco da esquina de suas casas, fonte de inspiração dos meninos de Olinda. Algumas remete a programa de rádio da madrugada, como o de Reinaldo Belo. Inicialmente, uma brincadeira. Iúre, Tiné, João, Irandê, Tom Rocha, Urêa, Gabriel já pensam em articular viagens pelo Brasil todo.
Mas aqui em Pernambuco, shows durante todo o mês de dezembro.
Vamos aproveitar antes que eles decolem, o que estou torcendo para acontecer.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Cânticos em Yorubá

Yorubá, língua dos Nagôs. Uma nação do Candomblé. Esta semana, me emocionei com uma canção em Yorubá para saudar os Orixás. O canto do Pai Heráclito de Oxum e da cantora lírica Anastácia Rodrigues. Ambas vozes, suaves e penetrantes. Parecem eternas quando cantam. Fiquei torcendo para não acabar tão logo. O Pai canta porque canta, gosta, é de Orixá. Esta voz, me emocionou numa entrevista que concedeu hoje na Unicap. Já Anastácia canta para o grupo Korim Orishá, que se apresentou na última terça-feira, no Pátio de São Pedro. O grupo foi a primeira atração da noite no pátio. Mistura a música de câmara, tipo musical composta por quatro instrumentos eruditos (violino, violão cello, flauta transversa e clarinete), e instrumentos que dão vida ao candomblé: ylú (espécie de tambor de couro), agbês (cabaça rodeada de contas) e agogôs. Sobe o comando de José Amaro, criador do projeto, o Korin já tem quase um ano de existência. Amaro é também o autor do projeto , que visa reverenciar os cânticos em yorubá para os Deuses Africanos. Próximo show do Korin Orishá, acontece no dia 28 de novembro, no Teatro Santa Isabel, as 15 horas da tarde.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Sobre o povo de Odé

Por Roberta Pena, jornalista e batuqueira assumida.

Lindo dia da Consciência Negra, ontem, dia 20 de novembro. Lindo, ficou o pátio de São Pedro, bairro de São José, Recife-Pe. Muitos grupos que representam a África no Brasil como: Afoxe Yle de Egbá, Alafim , Raizes do Alto José do Pinho... Mas faltou, o meu querido Ara Odé. Não, não é porque ele é o mais antigo ( chateada com o comentário com pontinhas de inveja antes da apresentação do Alafim "Não é o mais antigo, mas é um dos melhores"), mas o Axé que ele tem, ninguém tem. O Axé de Dona Lu, minha mainha querida, o Axé de Dona Mana, que representa a naturalidade, o vigor de Paulinho, meu mestre, e o que dizer de Raminho? Se eu falo de candomblé, tenho que falar dele. Não vejo a hora de vestir a minha roupa azul e branco, mexer meu agbê pelas ruas de Recife e Olinda, sobre o comando da coreografia que Paulinho inventou, com um leve balançar para lá e para cá. Adoro, meus queridos amigos, é o segundo carnaval que sairei tocando com esse afoxé, mas já o defendo. Lembro, este ano, estavamos em frente a prefeitura de Olinda, e Paulinho ordenou para que nós abaixassemos, coisa que eu odiava nos ensaios. Então, o público abaixou com a gente, e quando foi o momento de se levantar, bruuuuuuuuuuuuuuuuuu... Tudo vibrou. A energia era palpável e única de se sentir. Lindoooooooooo!!!!!!!!!!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Consciência Negra

O Pátio de São Pedro, comemorou hoje o Dia da Consciência Negra. O Bairro de São José vai ser palco para apresentações de artística como Lia da Itamaracá, Maracatu Cambinda do Norte e grupos de afoxés.