quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Rima certeira
Rapaz, e quem gosta de dançar um forró apertado até suar, a dica é conhecer o Xinxim da Baiana, nas quartas-feiras, que fica localizado na Praça do Carmo, Olinda-Pe. Bom mesmo, só começa a ficar lá pela meia noite. A entrada custa 4 reais, e a cerveja, gelada por sinal, entre R$ 2,50 e R$3,00. Porém, a grande atração da noite é Cláudio da Rabeca(Rebeca) e o Quarteto Olinda. Quarteto esse com cinco integrantes, fora convidados que eventualmente se atrevem a partilhar o palco tocando um pandeiro, um triangulo... momento em que os músicos têm a oportunidade de dançar. No repertório, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Rui Morais, Chão e Chinelo, Mestre Ambrósio, representantes do autêntico forro, fazendo assim, um trabalho de resgate de músicas boas destes compositores, nem tanto conhecidas pelo público. Rabeca, baixo, zabumba, pandeiro, agogô e mineiro, garantem o "balancê" até o fim da madrugada. E agora, a talentosa banda está trabalhando com músicas próprias. Além do Xinxim da Baiana, a banda já conquistou outros palcos como o do Festival de Garanhuns, Mercado da Ribeira, Maracaípe. O trabalho começa a decolar. Eu torço para que as quartas, ele pouse sempre lá no Xinxim, é garantia certa de diversão. Na porta do Bar, vocês vão encontrar com João, uma figura simpática que cobra a entrada. O Mudinho, que faz a alegria da mulherada dançando com todas, também não deixa de ir um dia. Ei, forro sem Mudinho, não vale. Muita gente bonita. E eu, reclamando com o pessoal da banda, de que os rapazes insistem em dançar com uma “coca-cola” enorme do bolso. Isso é um absurdo. Ontem, tive a honra de tocar com os meninos na última música. Furtivamente, peguei o triangulo da mão da minha amiga Samantha. Menino... pra que? Ai Cláudio disse: “E agora, a participação especial e no triangulo um solo em si menor bemol.” Já pensasse? Ainda bem que eu tinha já a experiência de manguear nos ônibus, cantando canções do tipo: moro numa cidade cheia de lixo. Foi à sorte.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Berlinda em Dezembro

Considerada a responsável pelo melhor cd do ano, a Academia da Berlinda só aumenta o sucesso e o número de seguidores fiés do grupo. As músicas são engraçadas, falam de amor romântico e ainda irônicas. De Cuba ao buteco da esquina de suas casas, fonte de inspiração dos meninos de Olinda. Algumas remete a programa de rádio da madrugada, como o de Reinaldo Belo. Inicialmente, uma brincadeira. Iúre, Tiné, João, Irandê, Tom Rocha, Urêa, Gabriel já pensam em articular viagens pelo Brasil todo.
Mas aqui em Pernambuco, shows durante todo o mês de dezembro.
Vamos aproveitar antes que eles decolem, o que estou torcendo para acontecer.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Cânticos em Yorubá
Yorubá, língua dos Nagôs. Uma nação do Candomblé. Esta semana, me emocionei com uma canção em Yorubá para saudar os Orixás. O canto do Pai Heráclito de Oxum e da cantora lírica Anastácia Rodrigues. Ambas vozes, suaves e penetrantes. Parecem eternas quando cantam. Fiquei torcendo para não acabar tão logo. O Pai canta porque canta, gosta, é de Orixá. Esta voz, me emocionou numa entrevista que concedeu hoje na Unicap. Já Anastácia canta para o grupo Korim Orishá, que se apresentou na última terça-feira, no Pátio de São Pedro. O grupo foi a primeira atração da noite no pátio. Mistura a música de câmara, tipo musical composta por quatro instrumentos eruditos (violino, violão cello, flauta transversa e clarinete), e instrumentos que dão vida ao candomblé: ylú (espécie de tambor de couro), agbês (cabaça rodeada de contas) e agogôs. Sobe o comando de José Amaro, criador do projeto, o Korin já tem quase um ano de existência. Amaro é também o autor do projeto , que visa reverenciar os cânticos em yorubá para os Deuses Africanos. Próximo show do Korin Orishá, acontece no dia 28 de novembro, no Teatro Santa Isabel, as 15 horas da tarde.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Sobre o povo de Odé
Por Roberta Pena, jornalista e batuqueira assumida.
Lindo dia da Consciência Negra, ontem, dia 20 de novembro. Lindo, ficou o pátio de São Pedro, bairro de São José, Recife-Pe. Muitos grupos que representam a África no Brasil como: Afoxe Yle de Egbá, Alafim , Raizes do Alto José do Pinho... Mas faltou, o meu querido Ara Odé. Não, não é porque ele é o mais antigo ( chateada com o comentário com pontinhas de inveja antes da apresentação do Alafim "Não é o mais antigo, mas é um dos melhores"), mas o Axé que ele tem, ninguém tem. O Axé de Dona Lu, minha mainha querida, o Axé de Dona Mana, que representa a naturalidade, o vigor de Paulinho, meu mestre, e o que dizer de Raminho? Se eu falo de candomblé, tenho que falar dele. Não vejo a hora de vestir a minha roupa azul e branco, mexer meu agbê pelas ruas de Recife e Olinda, sobre o comando da coreografia que Paulinho inventou, com um leve balançar para lá e para cá. Adoro, meus queridos amigos, é o segundo carnaval que sairei tocando com esse afoxé, mas já o defendo. Lembro, este ano, estavamos em frente a prefeitura de Olinda, e Paulinho ordenou para que nós abaixassemos, coisa que eu odiava nos ensaios. Então, o público abaixou com a gente, e quando foi o momento de se levantar, bruuuuuuuuuuuuuuuuuu... Tudo vibrou. A energia era palpável e única de se sentir. Lindoooooooooo!!!!!!!!!!
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Consciência Negra
O Pátio de São Pedro, comemorou hoje o Dia da Consciência Negra. O Bairro de São José vai ser palco para apresentações de artística como Lia da Itamaracá, Maracatu Cambinda do Norte e grupos de afoxés.
MESTRE SALU
MESTRE SALUSTIANO COMPLETOU NO ÚLTIMO SÁBADO, DIA 17 DE NOVEMBRO, 62 ANOS DE IDADE. EM COMEMORAÇÃO, A CASA DA RABECA, ESPAÇO CULTURAL DO PRÓPRIO, NA CIDADE TABAJARA, BAIRRO DA CIDADE DE OLINDA-PE, FICOU LOTADA DE FÃS E AMIGOS O PARABENIZANDO. NOMES CONHECIDOS DO PÚBLICO PERNAMBUCANO PARTICIPARAM DA FESTA. SILVÉRIO PESSOA, JOSILDO SÁ, NÁDIA MAIA, CRISTINA AMARAL, MARCIEL SALU ( O FILHO), ROGÉRIO RANGEL SAUDARAM O MESTRE AO SOM DE MUITO FORRO. TAMBÉM PARTICIPARÃO DO EVENTO EDY CARLOS, OS QUENTES DO FORRÓ, CAVALO MARINHO BOI MATUTO, SIMÃO DO ACORDEON, BLOCO CONGOBLOCO BATEBUM, DINDA SALU E O BALANÇO CULTURAL.
"Diga o nome desse Coco?"
"É o coco de umbigada".
No Guadalupe, bairro de Olinda, próximo ao Sítio Histório, todo primeiro sábado de cada mês, os brincantes sambam o Coco de Umbigada. Comandado por Beth de Oxum, a sambada reuni percussionistas de todo o Estado de Pernambuco, afim de engrandecer a festa. O coco de umbigada, aproximadamente com 10 anos de existência, edifica, reafirma e dar maior vizibilidade a comunidade do Guadalupe. Tudo começou numa ruazinha estreita, em um dos becos do Bairro, na Casa de Beth. A fama foi crescendo, além dos populares, turistas e artístas da cena passaram também a prestigiar a umbigada. Da ruazinha estreita, para a rua principal do bairro. O público só cresceu... E a necessidade de maior espaço também. Então, o palco para o folgueto é do lado da Igreja do Guadalupe. Os moradores não parecem se incomodar com o agito mensal, pois participam em peso. Aproveitam,inclusive, para ganhar um trocado. A noite começa no primeiro sábado de cada mês, as 23 horas, mais ou menos, mas a vez é das crianças do bairro, o Coco de Umbigadinha, formado pelos filhos de Beth e da comunidade. A casa de Beth se tornou um ponto de cultura tombado pelo Ministério de Cultura. Lá 70 jovens são atendidos e tem oportunidade de fazer cursos de cinema, dança, percussão, teatro e cultura negra.
Serviço - Como chegar na sambada:
Para quem vem de carro ou de ônibus, chegando no Sítio Histórico de Olinda, após os Quatro Cantos, a primeira rua a direita. A Rua do Amparo. No caminho, vocês vão poder observar um referêncial da Cidade, A Budega do Véio. Sempre lotada por apreciadores da boa boemia, a pequena mercearia, faz da rua uma extensão. Calma, tô só avisando para vocês diminuirem a velocidade, e apreciar mais uma beleza local. Logo na frente, vão encontrar o Largo do Amparo, com seu Clube Vassorinha, a entrada para o Bonsucesso e a Igreja do Amparo. Siga em frente. Para um pouco para observar a beleza rústica do lugar. Ai, tem duas ruazinhas, vocês entram na rua da esquerda. E seguindo em frente, chegaram lá. Eu estarei por lá.
Por Roberta Pena
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